Gerda Wegener – Vida e Obra: Análises

[Artigo produzido na disciplina: Tradição e Ruptura – A História da Arte nos séculos XIX e XX na Universidade Federal de São João del-Rei]

por Lucas Rodrigues

GERDA WEGENER (1886-1940)

Vida e Obra – Análises

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[Fig. 1] G. WEGENER. Retrato de Ellen Von Kohl.

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[Fig. 2] G. WEGENER. Portrait of friend of Lili Elbe.

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[Fig. 3] G. WEGENER. The ballerina Ulla Poulsen in the Ballet Chopiniana

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[Fig. 4] G. WEGENER. Lili flertando com soldados franceses em  Paris

[1.] FICHA CATALOGRÁFICA

– Obras analisadas –

[Fig. 1]

Autor: Gerda Wegener (1886-1940)

Título: Retrato de Ellen Von Kohl

Data: 1906

Técnica e Dimensões: Óleo sobre tela, ?x?

Localização: Museu Arken, Copenhagem

[Fig. 2]

Autor: Gerda Wegener (1886-1940)

Título: Portrait of friend of the Lili

Data: 1925

Técnica e Dimensões: Aquarela em papel, 9×7 1/2

Localização: Windsor Fine Art, Nova Órleans – EUA

Observações: Obra vendida para colecionador particular

[Fig. 3]

Autor: Gerda Wegener (1886-1940)

Título: The ballerina Ulla Poulsen in the Ballet Chopiniana

Data: 1927

Técnica e Dimensões: Óleo sobre Tela, 730×614

Localização: Museu Arken, Copenhagen

[Fig. 4]

Autor: Gerda Wegener (1886-1940)

Título: Lili flertando com soldados franceses em Paris

Data: 1918

Técnica e Dimensões: Desenho á lápis em papel, 9,8×7,9

Localização: Windsor Fine Art, Nova Órleans – EUA

[2] INFORMAÇÕES SOBRE A ARTISTA

Gerda Wegener (Gerda Marie Fredrikke Gottlieb) nasceu na Dinamarca aos 15 de Março de 1886 e veio a falecer no mesmo país em 1940. A História da Arte não registrou a artista por motivos corriqueiros e recorrentes da época: o fato de ser mulher, pelo eclipse causado por seu marido – o também pintor Einar Wegener, paisagista, que largaria a pintura para transformar-se em Lili Elbe, primeira transexual a realizar uma cirurgia de mudança de sexo – e por seu estilo de pintura, a princípio, não ter sido aceito pela academia de arte, assim como a recorrente recusa de patrocínio de inúmeros curadores e comerciantes de arte proeminentes em Copenhagen na Dinamarca da época. Portanto, ao que parece, a mesma não entra no panteão da História da Arte, sendo relegada a um papel secundário, praticamente inexistente.

A mesma deixou um diário[1] escrito, sobretudo do tempo de Paris. Tal fonte resultou na produção do filme em 2015, The Danish Girl – A Garota Dinamarquesa – cuja narrativa concentra-se na figura do marido, Einar e sua trajetória no aflorar da transexualidade, ao passo que o papel de Gerda é construído a partir do relacionamento da mesma com o marido antes, durante e depois da transformação, em anedotas dramáticas no percorrer do processo.

Caminho na Arte

Gerda, filha de pais luteranos e extremamente conservadores, demonstrou um grande interesse por arte, o que resultou na mudança da família para Copenhagen onde a mesma estudou e formou-se na Royal Danish Academy of Fine Arts. No entanto, sua trajetória enquanto pintora e ilustradora de sucesso se deu de modo tardio, embora após sua formação em 1908 tenha ganhado um concurso de desenho promovido pelo jornal Politiken. Gerda inseriu-se no “burburinho maldoso” das exposições de arte na época com a polêmica pintura de sua autoria, o Retrato de Ellen von Kohl (pintando em 1906) onde recebera muitas críticas quanto à composição da obra, onde os dinamarqueses a classificaram como uma integrante do grupo de “pintores de camponeses”, em suma, os impressionistas.

Após tal introdução no mundo da arte, Gerda terminou por se dedicar ao retratismo – sendo muito requisitada – mas nunca com obras que, na opinião dos dinamarqueses, valessem uma exposição. Como alternativa financeira – o que se definiria como um estilo próprio em sua produção artística – seriam as ilustrações, sobretudo vendidas e publicadas em jornais e revistas, com a temática do erotismo e da moda, como por exemplo a Vogue e a La Vie Parisiense.

Dentro da História da Arte, no início de sua carreira, há uma aproximação com o realismo, supondo-se que a mesma veio por influência do contato com pintores e obras de tal tendência na academia. Categorizando-a, Gerda Wegener se encontra – tematicamente, estilisticamente e temporalmente – na Art Nouveau. Em comparação com outros artistas do período, é notável referências à Jessie M. King e Alfons M. Mucha.

[Fig. 5] G. WEGENER. Ilustração da página inicial da revista dinamarquesa Vore Damer. 1927\[Fig.6] G. WEGENER. Ilustração para o livro erótico  Les Délassements de l’Éros – 1925

Após tal fase, Gerda assume sua própria maneira de pintar, onde o seu traço característico é a linha, o traço forte e o tema, seja do erótico, da moda da época e, principalmente, a representação de Lili, seu ex-marido que agora tornara-se amiga, confidente e musa inspiradora, o que a fez ser reconhecida e famosa tanto em Paris como por toda Europa, onde é reconhecida, exposta e premiada, embora em seu próprio país tenha sido considerada controversa[2]

[3] ANÁLISES

Retrato de Ellen Von Kohl – 1906.

Obra de início de carreira, produzida em 1906 quando ainda estava na academia. Pintura robusta, onde a personagem se mostra como uma mulher dona de um olhar “em transe” ou mesmo tedioso, de roupas pretas que, pelo tratamento, parecem estar desbotadas. O preto do vestido parece flutuar, destoando do tom da parede – que parece ser recoberta com um papel de parede com flora tropical – verde musgo também desbotado. Paleta escura, tons pastéis. A linha – traço registrado de Gerda – aparece, recortando a figura como se a mesma estivesse colada ao fundo, como um recorte sobreposto. A linha se torna evidente e “estranha” nas mãos da personagem, onde as mesmas parecem flutuar no vestido, dando a impressão de que a obra não fora terminada naquele ponto. Não é identificável a motivação da crítica da obra, recebida na primeira exposição de Gerda na Dinamarca, onde a mesma recebe a alcunha de “pintora de camponeses”, nome dado aos impressionistas por conta da recorrente temática do campesinato, entre outros aspectos. Curioso notar a referência ao fim do século XIX, onde a personagem é retratada com roupas campestres – utilizadas pela burguesia, reitera-se – muito utilizadas como roupas de lazer no campo, cabendo o questionamento: seria esse detalhe que gerara a crítica? Diga-se de passagem, ser um fator pouco ou nada relevante para afirmar tal crítica. Sobre a obra, cabe uma citação do catálogo do Museu Arken, onde a pintura – depois de anos relegada ao ostracismo – fora enfim exposta:

[…] O trabalho foi conhecido de uma fotografia antiga em preto e branco, mas em 2015 foi encontrado para a exposição da ARKEN e fotografado em cores, e agora está sendo exibido novamente pela primeira vez desde 1907. Isso proporciona uma ocasião adequada para notar que não há nada de errado com a execução técnica. Ellen von Kohl senta-se como uma mulher renascentista em um retrato do século XVI, vista obliquamente de um lado, com o rosto virado para nós. O vestido, o fundo e os cabelos estão na cor mais escura, enquanto o rosto, a pele na abertura do pescoço do vestido e as lindas mãos estão em tons mais claros. Os dedos longos e delgados são típicos do idioma visual de Gerda Wegener, elegante e educado. Para isso, podemos adicionar a coisa mais estranha da foto, A única coisa que nossos olhos nos dizem pode ter parecido censurável – os olhos e o olhar da mulher. O que é e não está claramente aberto. Ellen von Kohl vê e não vê. Ela parece estar meio em transe, presente não só neste mundo, mas também no que ela vê com a mente. O modelo não é uma mulher idosa desgastada “com luvas e dobradas pelo trabalho”, mas um ser bem vestido, altamente cultivado e sensível, tão sensível que, para melhor ou pior, parece sensual e erótica para os espectadores da Tempo… […] O retrato tem várias semelhanças com alguns outros retratos de Gerda Wegener nestes primeiros anos de Copenhague, que tipicamente mostram mulheres que eram próprias em várias artes, como literatura, dança ou teatro. Muitos têm um olhar semelhante, e todos são exibidos com a maior beleza possível “. (KARBERG. 2015, p. 17)

O estilo de Gerda irá mudar exponencialmente, tornando-se a pintora que é mundialmente conhecida como própria da Art Nouveu, estilo que se situa com uma elegância própria da Europa em processo de modernização, na Belle Epoque que derrocaria com os conflitos da Primeira Guerra Mundial.

Portrait of friend of the Lili – 1925

Em 1925, ano do quadro Retrato da amiga de Lili, a técnica de Gerda já está praticamente consolidada em sua temporalidade, o Art Nouveau. A representação feminina para Gerda é tema principal, onde a mesma expressa um conceito próprio de feminilidade quando diz que a “A mulher deve desencadear seus instintos e qualidades femininas, tocar seu encanto feminino e ganhar a competição com o homem em virtude de sua feminilidade – nunca tentando imitá-lo”[3].

A personagem representada – amiga de Lili Elbe – é a sintese de uma mulher dos anos 20, chapéu ao estilo Coco Channel, cabelos curtos, maquiagem pesada e com um semblante elegante e sensual. Tal “modelo”, oriundo da moda da época, criou até mesmo um tipo de iconografia própria que permite o delimitar do tempo através do evocar dos elementos próprios da época.

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[Fig. 8] Louise Brooks – Estereótipo da mulher dos anos 20.

Aquarela em papel, o que mais chama atenção na coloração certamente é o azul com tons arroxeados, como se o fundo fosse também uma pintura – talvez uma referência ao azul do Yukiyo-Ês do Japão? – estática. Talvez por ser aquarela, não há plasticidade e volume, deixando a obra com um aspecto de cartão, de desenho. Técnica de desenho primária, mas com a marca da linha bem delineada, típica de seu traço.

The ballerina Ulla Poulsen in the Ballet Chopiniana – 1927

Talvez, um dos melhores e mais famoso quadro – quase painel – de Gerda, o A bailarina Ulla Poulsen no Balé Chopiniana. Gerda tornou-se uma grande amiga da bailarina Ulla Poulsen, em uma das inúmeras visitas do casal Wegener pelas casas noturnas e festas – ocasiões tais em que se encontravam muitos artistas – da Paris boêmia. Sobre o tema e execução, é interessante notar a realização de Gerda na pintura, onde todos os elementos “Wergenianos” estão postos:

Em Poulsen, Gerda Wegener cultivou o perfeito ideal clássico de beleza para uma mulher. Ulla Poulsen era bem conhecida por seu rosto puro e oval e poderia ter posado para as mais lindas Madonas do Renascimento italiano. Ela conheceu os Wegeners durante um passeio de Paris em 1927 e, sempre depois, apareceu em muitas das obras de Wegener, posou tanto que Gerda a retratava de memória. No retrato mais conhecido e monumental de Ulla Poulsen, a bailarina leva seu arco depois de uma performance do ballet  Chopiniana. Um buquê de Wegener típico fica à beira do palco e, em Toulouse-Lautrec, um pequeno pedaço de projetos de baixo ou violão do poço orquestral. Novamente, os feixes de luz brilham sobre a figura principal em um padrão de ventilador, e a saia de ballet se espalha ao redor dela em um círculo. A bailarina é configurada como o mais belo objeto imaginável para o olhar do espectador, como é o ponto do balé e do teatro, para deleite de todos. A consciência de que alguém está olhando é, por assim dizer, uma condição de todo o teatro e, para essa questão, a existência do fenômeno da moda – outro dos campos favoritos de Gerda Wegener. (KARBERG, 2015, p. 32)

A pintura é repleta de luz que recai diretamente sobre a personagem. Os feixes de luz – talvez oriundos de uma janela acima do palco ou, logicamente, de refletores potentes – se mostram contidos, como que em placas densas, aproximando-se do efeito que um jorro de luz solar tem quando partículas de pó são agitadas e entram em contato com a mesma. O branco do vestido ressalta aos olhos do expectador, de uma alvura que é realçada pelos tons de azul que recorda um tom de “neve”, algo já experimentado na composição de cor por outros artistas. O cabo de um baixo, ou violoncelo, denota ser a obra uma espécie de painel, que traz elementos de continuidade, uma janela para a ação, onde trata-se de um palco e abaixo a orquestra. Tal elemento é barulhento, a pintura traz o observador a imaginar ruídos de palmas, onde Ulla agradece graciosa e delicadamente a ovação. O buquê de flores parece que fora colocado de lado, ou por ela mesma para agradecer ao palco num geral ou por alguém próximo da orquestra que deixara no palco, tudo tem movimento e sonoridade.

Um aspecto importante de ser notado fora a execução da obra. De acordo com as fontes, Einar posara para Gerda inúmeras vezes em trajes femininos – onde o mesmo sentia-se bem ao fazê-lo – e há indícios de que na ausência de Ulla, o próprio Einar servira de modelo para a finalização da obra, como mostrado em uma cena do filme The Danish Girl.

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[Fig. 10] Cena do filme – The Danish Girl (2015)

Embora exista obras anteriores, tal quadro irá tornar-se um dos componentes de sua magnum opus como artista.

Lili flertando com soldados franceses em Paris – 1918

Como já dito anteriormente, Lili (Einar já transformado) iria compor a maioria de suas obras, esboços e rabiscos, de fato, uma musa inspiradora. Neste caso, o desenho Lili flertando com soldados franceses em Paris denota a importância e a presença quase onipresente da mesma. A obra escancara uma vivência pessoal de Gerda – a arte que imita a vida – que, mesmo já tendo o casamento com Einar anulado, Gerda manteve contato e vivência com Lili. A mesma, “flertando” era flagrada por Gerda, o que despertava na mesma certos sentimentos que flutuavam entre o divertimento e o choque, pois, imagina-se que, no caso de Einar, a transição não tenha sido fácil, e para Gerda, talvez pior pois o sentimento de impotência e aceitação “forçada” fora recorrente em todo o processo.

A partir disso, temos esse esboço de estudo, feito à lápis em papel, nota-se rabiscos rápidos e fortes, velozes, como para captar o momento da ação instantânea. Assim como a bailarina, esse desenho – embora simples –  também apresenta uma sonoridade, uma ação, com Llili em uma postura de desenvoltura, desinibição, um alguém que está plenamente ciente do que faz e do que é. O que não deixa de ser surpreendente pela composição ser simples e transmitir tanto.

A título de comparação de traços, se observarmos as ilustrações produzidas para revistas e jornais da época, o desenho de Gerda Wegener é sempre linear, linhas fechadas e salientadas, proporções e equilíbrio bem acentuados, portanto, pode-se dizer que, em termos de desenho, Gerda evoca o clássico, a tradição. Tal evocação do acadêmico está presente nas linhas, embora em termos de pintura, a mesma realize distorções e adaptações próprias de seu estilo. As ilustrações seguem o mesmo tema: a moda, o erótico, o burlesco, o cotidiano burguês e o mundo boêmio. Em Lili flertando com soldados franceses a rigidez do desenho de Gerda não aparece, porém, o espírito dos traços, que evoca a temática Wergeniana, está implícito nos rabiscos, mesmo sendo este simples em sua composição.

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[Fig. 11] G. WEGENER – Kjobenhavnerinden – 1908. Original ink drawing. 15.24 x 9.65″.

[5] INFLUÊNCIAS

Gerda Wegener fora influenciada pela produção artística de seu tempo, principalmente na temática. Dedicou-se a retratar o gênero feminino, o realçar da femme fatale, a fluidez de gênero, a moda e a sexualidade com forte apelo erótico.

Sobre a influência de outros nomes da História das Arte no período, há de ressaltar três nomes que, por meio da comparação artística, há de se notar semelhanças ora no tema, ora na técnica, como por exemplo, Jules Cheret (1836-1932); Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) e a também pintora Jessie M. King (1875-1949) e alguns outros anteriores e contemporâneos de Gerda.

[6] CONSIDERAÇÕES FINAIS

Gerda Wegener, portanto, afirma-se como uma mulher frente ao seu tempo, introduzindo o gênero feminino em todo o seu arquétipo de mulher moderna, cosmopolita e burguesa. Além disso, Gerda dedicou-se a eternizar Lili Elbe, nascida da fluidez de seu ex-marido Einar Wegener, o que quebrou paradigmas numa época em que tais coisas eram consideradas excêntricas, embora o horror do pós I Guerra e o grande pessimismo do conturbado século XX impôs uma maior aceitação, sobretudo na França, ao passo que na Dinamarca, Gerda infelizmente não teve lastro. Gerda também se apresenta como uma mulher forte e artista sensível, que pôde colocar nas telas a sua vivência, seus impulsos e anseios, destacando-se como uma mulher artista que deixou um legado extremamente sincero e uma contribuição valiosa para a História da Arte no século XX – a mulher que representa mulheres.

[4] BIBLIOGRAFIA

Arken Museum: Disponível em: http://www.arken.dk/wp-content/uploads/2016/05/pressemeddelelse_gerda-wegener_2015_2.pdf

Biografia simplificada: Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Gerda_Wegener

Catálogo Museu Arken: Mostra – Gerda Wegener: Disponível em: https://issuu.com/arken_museum/docs/kataloguddrag_til_web_uk

KARBERG, Andrea Rygg. “Quando uma mulher pinta mulheres”, em Gerda Wegener  (catálogo de exposições). Arken, 2015.

Plataforma Art Blat: Disponível em: https://artblart.com/tag/gerda-wegener-portrait-of-ellen-von-kohl/

Windsor Fine Art: Disponível em: http://www.windsorfineart.com/index/#/gerda-wegener

N.R

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[3] “Woman must unleash her womanly instincts and qualities, play on her feminine charm, and win the competition with man by virtue of her womanliness – never by trying to imitate him.”

[2]   Curioso salientar que, no início da carreira, Gerda fora eclipsada por seu marido também pintor, Einar, sendo este na própria Dinamarca um pintor considerado bem melhor e bem mais aceito que a esposa.

[1] [1] La Parisienne: Les Adventures d’une Femme Curieux

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IMG_20170716_005515_781Lucas Rodrigues é paulistano, pedagogo e licenciando em História pela Universidade Federal de São João del-Rei em Minas Gerais. Atualmente dedica-se à pesquisa em História da Arte, com ênfase em Arte Sacra nas Minas Gerais oito e novecentista.

 

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